Fauna

 

" (...) Outrora famoso pelas suas manadas de elefantes de savana (Loxodonta africana), pacassas (Syncerus caferr nanus) e gungas (Taurotragus oryx). O Parque era também o domínio de predadores como o leão (Felis leo), o mabeco (Lycaon pictus), o leopardo (Felis pardus) e a hiena malhada (Crocutta crocutta).

O Parque foi devastado pelo Homem ao longo de décadas de guerra, e esforça-se agora por recuperar o seu esplendor e algumas das espécies entretanto desaparecidas. Entre outros mamíferos que ainda podemos encontrar, destacam-se o raríssimo manatim africano (Trichechus senegalensis), espécie em perigo de extinção e que atinge nos rios Kuanza e Longa o extremo sul da sua distribuição. Os hipopótamos (Hippopotamus anphibius) estão mais presentes em algumas lagoas, e em subespécie endémica de macaco-azul (Cercopithecus mitis mitis) é bastante comum na secção norte do Parque.

Pródiga em vida selvagem, é contudo nas aves que a Kissama atinge um patamar superior de diversidade, beneficiando da combinação de habitats fluviais, marinhos e de savana. Esta diversidade é especialmente devida à localização estratégica do parque, na zona de transição entre o sudoeste árido e o norte semi-húmido. Esta região está situada num centro de endemismo associado aos sistemas florestais da escarpa Angolana. Neste contexto, a Kissama foi declarada em 2001 como uma IBA (Important Bird Area) pelo BirdLife International. (...)"

 

Dr. Pedro Vaz Pinto in QUIÇAMA ANGOLA,2006

 

 

No âmbito do projecto "Arca de Noé" foram introduzidas no Parque novas espécies, nomeadamente girafas, avestruzes, zebras, gnus e olongos, passando a ser consideradas espécies introduzidas. As restantes espécies já existentes no Parque tais como elefantes, pacaças, gungas, palanca-vermelhas, etc., continuam a ser consideradas espécies autóctones.